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"Vai lá e faz": palestra na UCB incentiva o protagonismo do estudante
Fonte: Anny Cassimira.

O estímulo ao protagonismo do estudante é o foco de uma instituição cada vez mais inovadora e alinhada com as tendências da educação. Para falar sobre como sair da zona de conforto pode ser favorável ao aprendizado, o sócio da escola Perestroika, Jean Rosier, esteve presente na Universidade Católica de Brasília (UCB) na Abertura do Semestre. Com a palestra “Vai lá e faz”, Jean lançou uma abordagem motivadora para mostrar como os participantes poderiam se tornar pessoas mais realizadoras.

 

O pró-reitor acadêmico, professor Daniel Rey de Carvalho, acredita que o ensino vivencia um forte questionamento, e a UCB vive o momento de mudança, com projetos pedagógicos modernos e inovadores, novos ambientes e salas de aula e espaços de convivências revitalizados. “Ao somar tudo isso e a capacitação de professores para usar metodologias diversificadas alcançamos um processo de aprendizagem em construção, com estudantes participantes e atuantes e fora da zona de conforto”. 

 

Dentro da proposta de nova gestão com o rompimento de práticas antigas, a Perestroika traz a experiência de uma escola criativa que questiona o que é feito de forma automática sem questionamento. “As pessoas se preocupam em como fazer e não mudam. Então, o Jean trouxe a visão de como devemos fazer. É melhor errar em algo novo do que acertar em algo velho. Vamos construir essa nova instituição!”, enfatizou o prof. Daniel Rey.

 

Para Jean Rosier, a Perestroika mudou sua vida por inteiro e trouxe um aprendizado nunca vivido antes: a mudança de mentalidade, conhecida como mindset. “Desde que comecei a buscar esse desconforto a evolução apareceu. Foi um grande aprendizado descobrir que conseguimos desenvolver habilidades e capacidades cognitivas e é possível transformar o funcionamento de nosso cérebro por meio de diferentes estímulos, com desafios e situações nunca antes vividas. Enxergo crescimento quando saio da zona de conforto”.

 

O calouro do curso de Medicina, Pedro Victor Gonçalves, teve a oportunidade de assistir à palestra e se sentiu inspirado: “Precisamos de profissionais conectados com os anseios da sociedade. Não podemos ser lineares, temos que criar. A maior lição aprendida é fazer com que os anos acadêmicos retornem à sociedade de uma maneira brilhante para ajudar as pessoas. Esse é o maior valor!”.

 

Para Breno Rogério, 2º semestre de Jornalismo, “a palestra elevou minha vontade de perseverar, gostei bastante. Perspectivas eu já tinha, mas o Jean trouxe exemplos e a motivação necessária para eu seguir em novos caminhos”. Bárbara Machado, 8º semestre de Publicidade e Propaganda, aponta como destaque o incentivo para conquistar e se aventurar em coisas diferentes. “O tema teve tudo a ver comigo! Ele falou a nossa linguagem e fiquei com a sensação de que é preciso sair da minha zona de conforto. Gosto de desafios e tudo que ele conquistou dá vontade de alcançar”, disse.

 

Jean considera que o ingresso no ensino superior já é uma mudança de pensamento porque aumenta o nível de exigência de si mesmo. Segundo a Perestroika, há dois tipos de pessoas no mundo: os inteligentes e criativos que anotam ideias e os inteligentes e criativos que executam ideias. “Portanto, só trazemos resultados quando nos colocamos à prova. O mundo hoje é de desenvolvedores. Ajudamos jovens a entender as realidades do mercado por meio de ferramentas educacionais, de forma leve e descontraída. Temos parcerias com profissionais experientes no assunto e oferecemos cursos diversificados, que vão desde moda até como jogar pôquer”, explicou.

 

Desafio lançado


Durante a palestra, foi anunciado o lançamento do programa de pré-aceleração de startups, o Startup Católica (que foi tema de reportagem no G1), voltado a empreendedores, professores, estudantes, empresários e investidores do DF, que selecionará até oito startups para incubação não residente, dentre as que não forem aceleradas. O programa terá duração de quatro meses e os empreendedores interessados em participar poderão fazer as inscrições até o dia 10 de setembro, ao preencher e submeter o formulário eletrônico indicado no edital de pré-aceleração de negócios.

 

Para o coordenador de Desenvolvimento e Inovação (CGDI), professor Alexandre Kieling, a Perestroika é um projeto que teve início com a ideia e o desejo dos seus idealizadores de transformá-la em um sucesso com amplitude internacional. “Os estudantes devem estar conectados com essa visão e compreender esse processo. Quem é o dono dos seus sonhos e do seu sucesso? É você mesmo”, respondeu. Segundo ele, a Universidade quer conhecer ideias e, ao longo do semestre, serão feitas imersões para transformar projetos em empresas com potencial de mercado. “Em novembro, a expectativa é que os negócios sejam apresentados para investidores internos de Brasília e também de São Paulo. Assim, as empresas se concretizarão por meio de aportes de recursos. O processo de imersão reunirá as técnicas mais modernas de transformação de ideias em ativos econômicos e envolverá empresas juniores e consultores externos com larga experiência”, descreveu.