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Ex-aluna do UNISAL assume cargo na ONU
Ana Claudia Philippini, ex-aluna do curso de Direito do UNISAL.

A nova pesquisadora na área de operações de paz, vinculada ao Centro de Informação da Organização das Nações Unidas, é ex-aluna do UNISAL. Ana Claudia Philippini graduou-se em Direito e especializou-se na mesma área pelo UNISAL.

 

Mãe, esposa, professora universitária, escritora, palestrante e uma pesquisadora incansável, ela conquistou com muito empenho a função no órgão, e irá atuar uma vez por mês com as Forças de Paz no Rio de Janeiro (UNIC Rio). Ana concedeu uma entrevista à equipe de Comunicação e Marketing do UNISAL – Unidade Lorena. Confira:

 

Como foi o processo de seleção?


O processo foi dividido em quatro fases: 1. Análise de currículo para selecionar os candidatos (selecionaram 60 pessoas); 2. Análise de publicação científica para selecionar apenas os candidatos com pesquisa na área de operações de paz (selecionaram 11 pessoas); 3. Prova subjetiva com duração de três horas e em inglês, para avaliar o conhecimento sobre operações de paz (selecionaram seis pessoas); 4. Aula sobre a evolução das operações de paz e a participação do Brasil, além de uma entrevista em inglês e português (selecionaram duas mulheres). Fui a primeira selecionada no processo e estou indo para uma missão (Cruzex Flight 2018) no município de Natal no final de novembro, para acompanhar o representante do Centro Conjunto de Operações de Paz (CCOPAB). 

 

Como será o seu trabalho a partir de agora como representante da ONU?


A tendência de maior atuação do Brasil, na área de operações de paz, é na pesquisa, principalmente de como os peacekeepers (mantenedores de paz) podem agir para não violar direitos e não utilizar a força. A doutrina nacional é pouco e a intenção da ONU é ampliá-la por meio de seus pesquisadores. A grande vantagem é que posso trabalhar em qualquer lugar e ir para o Rio de Janeiro sempre que possível.

 

O que representa pra você ser brasileira e representar o Brasil num órgão (instituição) mundial?


Um sonho que se realiza. Desde 2010 me preparo para isso. Infelizmente a participação de brasileiros na ONU é muito pequena, por ser restrita à contribuição do Brasil no plano internacional.

 

Sua expertise é na área militar.  O que você pensa do atual momento que vive o Brasil nas questões militares, com o novo governo?


O fato de estar entre o meio acadêmico e o meio militar me ajuda muito. Desta forma, consigo enxergar os dois mundos e fazer o contrabalanceamento de posições. São realidades distintas que precisam de ponderação. Já com relação ao novo governo, a questão é bem interessante, pois assuntos como uso da força, gênero e assédio estão cada vez mais presentes no mundo militar, principalmente quando há ponto em comum com a ONU, como no caso das operações de paz. A continuidade ou não deste trabalho depende mais dos novos comandantes (Marinha, Exército e Aeronáutica) do que do Presidente eleito. São eles que darão direção e metas para esta relação Brasil X ONU.

 

Enquanto ex-aluna, o que o UNISAL lhe proporcionou e que reflete nesta nova fase de sua vida?


O UNISAL é uma das poucas instituições de ensino que apresenta ao estudante o mundo jurídico internacional. Do mesmo modo que me passaram conhecimento, quero passar o nome da instituição nas minhas pesquisas. Mostrar que o meio acadêmico não é oposto ao militar e vice-versa. O que precisa ser trabalhado é o relacionamento, um conhecer o outro.

 

Fonte: Site da UNISAL