nossas notícias

Trabalho sobre vacinação contra a raiva será apresentado em Congresso Nacional de Iniciação Científica
o trabalho foi desenvolvido pelos acadêmicos Gabriely Dias Mustasso, Heloísa Tossato, Isadora Bruno Pinto e Leonardo Zacharias Rosa, com a orientação do Prof. Rafael Cipriano

Alunos do 3º ano do Curso de Medicina Veterinária do UniSALESIANO irão apresentar um trabalho científico sobre a vacina da raiva em humanos no 20º Congresso Nacional de Iniciação Científica – Salva o Mundo, do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), de 8 a 11 de dezembro de 2020, no formato online.

Intitulado “Dinâmica do Título de Anticorpos IgG Anti-Vírus da Raiva em Indivíduos Vacinados com Protocolo de Pré-Exposição de Dose Dupla em Diferentes Locais de Aplicação”, o trabalho foi desenvolvido pelos acadêmicos Gabriely Dias Mustasso, Heloísa Tossato, Isadora Bruno Pinto e Leonardo Zacharias Rosa, com a orientação do Prof. Rafael Cipriano.

De acordo com a acadêmica Heloísa, o objetivo inicial era estudar um novo protocolo de vacinação antirrábica, com aplicação de 2 doses da vacina nos estudantes de Medicina Veterinária do UniSALESIANO, em um intervalo de 7 dias, com coleta para sorologia com 14 dias após a última dose. “Infelizmente, por conta da pandemia, tivemos que adiar a parte prática. Porém, mantivemos o projeto em andamento com a análise da dinâmica de anticorpos dos alunos que foram vacinados nos anos de 2017 a 2019”, explicou Heloísa.

O trabalho, então, foi baseado na análise da dinâmica de títulos de anticorpos IgG anti-vírus da raiva em alunos do Curso, de todos os termos e com idades entre 18 e 30 anos, que foram vacinados com o protocolo tradicional (3 doses da vacina em um intervalo de 28 dias). Os dados analisados são provenientes do Serviço de Vigilância Epidemiológica de Araçatuba.

“Os dados indicaram não haver diferença significativa entre os valores obtidos, evidenciando que, em um período de três anos, a taxa de variação de anticorpos é baixa, sem variação do título dos indivíduos jovens vacinados. Ou seja, todos que foram imunizados contra a raiva responderam e continuam respondendo bem à vacina, independente da faixa etária”, disse a acadêmica.

O orientador do trabalho, Prof. Rafael Cipriano, comemorou a aceitação do mesmo para ser apresentado no Congresso do Semesp, já que o tema da vacinação está em alta. “Se, por um lado, há a expectativa da vacina que combata a Covid-19, por outro, há um movimento que descrebiliza a eficácia de muitas vacinas já existentes. Esses trabalhos com vacinas, como o nosso, mostram que a ciência sempre é bem-vinda e tem o objetivo de buscar o bem da humanidade”, afirmou Cipriano.

Raiva

A raiva é uma doença de caráter infeccioso que é causada por um vírus do gênero Lyssavirus, capaz de comprometer gravemente o sistema nervoso central. Por isso, a raiva é considerada uma doença grave, com um alto nível de letalidade.

Transmitida para o ser humano por meio da saliva de animais que estejam infectados com o vírus, a doença pode ser prevenida com a vacinação.

A imunização se estende, principalmente, aos profissionais de saúde que estão expostos ao vírus, que atuam nos casos de raiva, seja nos mamíferos ou seres humanos.